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Notícia publicada na(s) categoria(s) Claro Releases , Celular & Wireless , Mundo , Brasil , Telefonia , por PROJECTA - Conhecimento Corporativo

Faixa de frequência de 2,5 GHz das TVs por assinatura é cobiçada para ampliar telefonia

22 de Dezembro de 2009 às 08:34:57

A expectativa da Copa do Mundo e das Olimpíadas no Brasil inaugurou um novo round na disputa entre operadoras de telefonia celular e de TV por assinatura pela faixa de frequência de 2,5 GHz, até então destinada às empresas que prestam serviço de TV paga via MMDS (microondas). De um lado, as teles argumentam que, caso não seja liberado a elas esse pedaço do espectro, será impossível desenvolver a tecnologia de 4ª geração e atender ao aumento da demanda de tráfego de dados esperada para os dois eventos esportivos. De outro, as operadoras de TV lutam para não perder a faixa, que é a única forma de elas competirem com as concessionárias de telefonia fixa com oferta de serviços convergentes de banda larga, TV por assinatura e telefonia em rede sem fio.

O próximo ano será decisivo para definir a questão. E o poder para dar o veredicto sobre a polêmica é da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que até agora tem se posicionado favoravelmente às operadoras de celular. Isso porque a agência encaminhou para consulta pública uma proposta que destina um espaço de 140 MHz, dos 190 MHz disponíveis, às teles.

"A preocupação é ter espectro disponível para as tecnologias móveis de quarta geração", pontua Francisco Giacomini, diretor de relações governamentais da Qualcomm, empresa voltada para o desenvolvimento de tecnologias de telefonia celular. Ele defende a liberação da faixa de 2,5 GHz para as teles por ser a única opção disponível atualmente. "Lá fora, toda essa faixa está sendo destinada para o LTE (sigla em inglês para Long Term Evolution, uma nova rede de telefonia celular de altíssima velocidade)", afirma. E critica as atuais donas da faixa. "MMDS como TV por assinatura no mundo já acabou."

 

Fonte: Correiro Braziliense




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