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Notícia publicada na(s) categoria(s) Celular & Wireless , Mundo , Brasil , Telefonia , por PROJECTA - Conhecimento Corporativo

Smartphones: Queda de preço muda estratégia de fabricantes

30 de Setembro de 2009 às 08:34:57 Atualizada em 30 de Setembro de 2009 às 08:50:40

Quando em 2007, a Apple lançou o primeiro iPhone, o custo dele era de US$ 599 para os assinantes norte-americanos. Dois anos depois, um iPhone 3G, com 8GB de memória, sai a U$ 99. E, certamente, os preços vão cair porque haverá, nos próximos meses, uma gama maior de modelos de terminais inteligentes disponíveis no mercado. Sendo que boa parte deles com preços bastante competitivos. Nesse cenário, os fabricantes 'quebram' a cabeça para encontrar soluções capazes de sustentar suas margens.

A briga por smartphones mais baratos tem um aliado de peso. A MediaTek, principal fornecedora de chips para telefones celulares das operadoras chinesas, está trabalhando para viabilizar a produção de aparelhos com custos inferiores a US$ 200.

"E se isso acontecer, o consumidor não vai procurar pela qualidade dos aparelhos mais caros como os da HTC ou Apple. Ele vai buscar o aparelho que cabe no seu bolso", informa CK Cheng, analista da CLSA. Os smartphones dos fabricantes tradicionais como Nokia, Samsung e HTC têm preços semelhantes - entre US$ 300 e US$ 450.

Fato é que as operadoras móveis estão cientes que uma demanda maior de smartphones incrementa o negócio de serviços de valor agregado. Tanto é que, mundialmente, a estratégia das teles - replicada inclusive no Brasil - é o de incentivar o consumo de dados e acesso à Internet, com a oferta de pacotes com preços fixos e sem limites de uso.

Para as consultorias de mercado, a chegada dos smartphones mais baratos vai aumentar ainda mais a base desses terminais mundialmente. A previsão do Gartner é de que o incremento pode chegar a 43% passando de 175 milhões em 2009 para 250 milhões em 2010.

Se haverá um número maior de aparelhos inteligentes no mercado, por sua vez, os fabricantes terão que lidar com uma queda nas suas margens de 15% a 20% para 10%, observa Cheng, da CLSA. "Há rivais fortes entrando no cenário como a Acer, e muitos vão adotar a plataforma Android, para reduzir ainda mais os custos de produção", observou.

Nesse cenário, há uma alternativa para os fabricantes. Há quem queira, como a LG e a Samsung, investir, sim, nos terminais de alto custo para manter as margens. Essa é a tese do vice-presidente estratégico de Marketing da LG, Chang Ma.

"Os smartphones com preços mais baixos certamente atrairão um perfil de usuários e podem, sim, virar um elemento diferenciador da base. Mas há espaço para os terminais mais caros, sofisticados, que permitem aos fabricantes manter suas margens", completa Chang Ma.

 

Fonte: Convergência Digital




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