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HTC Magic brasileiro é para tuiteiros
30 de Setembro de 2009 às 08:26:58 Atualizada em 30 de Setembro de 2009 às 08:34:23Com visual renovado, smartphone acessa Twitter e Facebook direto na tela inicial.
Por Marco Aurélio Zanni

Não sei você, mas quando eu vi o Android pela primeira vez, fiquei pensando: “Isso aí numa carcaça com estilão de iPhone faria o maior estrago”. Agora o competente, porém desengonçado, HTC G1 ganhou um irmão fininho e sem teclado físico para estragar sua elegância. O nome dele é Magic, mas pode chamar de G2. Afinal, a evolução não ficou só no design. Mais rápido e com mudanças drásticas no software, o smartphone com sistema do Google está pronto para desembarcar no Brasil daqui a duas semanas, estreando a interface HTC Sense por aqui. Veja o resultado da minha brincadeira no INFOLAB.
Muitas alterações aconteceram em relação ao protótipo que eu já andei testando. A começar pelo visual: os botões frontais possuem formatos diferentes, maiores e mais fáceis de mexer. Mas as funções deles são exatamente as mesmas. A grande novidade está mesmo nos aplicativos do Sense, desenvolvidos pela HTC para dar aquela maquiada no Android. É a mesma cara do Hero, o smartphone topo de linha da fabricante no exterior. Além de ferramentas de personalização, há novos widgets para facilitar o acesso às redes sociais. Em segundos, eu estava tuitando pela tela inicial.
Detalhe: tomei um susto quando liguei o aparelho. É que estava escrito "Hero" na animação de entrada. Outra coisa: no Android Market, a loja de aplicativos do Google, o software se referia ao aparelho como Sapphire. A última bizarrice é a marca d'água "Confidential" cruzando a tela. Coisas de modelo feito exclusivamente para teste... Mas a HTC garante que mais nada mudará na versão final.

Para quem usa o smartphone no trabalho e no lazer, dá para configurar uma interface para os dias da semana e outra para sábados e domingos. Cada “cena” pode receber um papel de parede e mostrar os ícones em posições personalizadas nas sete áreas de trabalho disponíveis. Mas a novidade mais útil é a possibilidade de juntar na tela de um contato o número de telefone, as atualizações no Facebook, as fotos no Flickr e as mensagens que o indivíduo trocou com você recentemente por SMS. Algo parecido com o que o Palm Pre faz com maestria.

Android com cara de HTC
Quem está acostumado a usar a interface da HTC para Windows Mobile, em aparelhos como o Touch Diamond, vai gostar do Magic. Todas as frescurinhas estão bem parecidas com o antigo padrão: relógio, indicador de temperatura, visualizador de imagens e até caixa de entrada do e-mail. Foi um esquema mais prático do que o usado no Android padrão para mexer no meu álbum de fotos e nas músicas do meu playlist, deslizando o dedo para cima e para baixo pela boa tela de 3,2 polegadas.

Uma coisa é fato: embora a interface seja bonita, ela deixou o aparelho mais lento do que o protótipo testado em julho. Segundo o anúncio do produto, ele teria memória de 288 MB. Mas, no programa que verifica o hardware (já instalado no aparelho), aparece a informação de que o modelo tem 196 MB. Na prova dos nove, foi batata: enquanto o Magic “beta” ligou-se em 53 segundos, a versão final demorou um minuto e 15 segundos. Pelo menos a duração de bateria foi praticamente a mesma – 378 minutos.
O aplicativo de e-mail também ganhou um upgrade. Agora, além de aceitar contas POP3 e IMAP, ele suporta o Microsoft Exchange, permitindo a sincronização de mensagens e contatos com o Outlook. Ponto para o Android no ambiente corporativo. Outra coisa que faz diferença para esse público é o Quickoffice nativo, para visualizar documentos do Office. Porém, não é possível editar planilhas, documentos de texto e apresentações. A navegação pela web não teve nenhum avanço, mas continua com diversos recursos, como bloqueio de janelas pop-up e cookies.
Agora cabe no bolso
Tudo bem, já era possível carregar o G1 no bolso da calça jeans. Mas ele ficava desconfortável. O Magic é mais arredondado e menor que o iPhone, fininho o suficiente para não incomodar. Uma pequena curvatura na base deixa a boca próxima do microfone usado nas chamadas de voz. Certamente não é só por isso, mas a qualidade das chamadas me surpreendeu. Nos testes com um chip da Claro, não ouvi eco excessivo, nem chiado ou ligações cortadas. Outra novidade nessa carcaça é a entrada para cartão microSD (um modelo de 1 GB vem junto) na parte de dentro, e não na lateral. Mesmo assim, o acesso a ele é facílimo, pois basta arrastar a tampa traseira para abri-la.
Terminado o teste, concluí que a maior limitação do Android continua sendo o quesito multimídia. A câmera de 3,2 megapixels até possui boa qualidade, mas não tem flash. O aparelho também não é capaz de gravar vídeos. Ou seja, ele apenas toca arquivos de música e filmes – e ainda leva um banho do iPhone. Para o público que curte MP3 no smartphone, no qual me incluo, o acesso fácil ao YouTube é uma maravilha. E o tocador criado pela HTC para deixar na área de trabalho resolveu o problema da interface multimídia do Android, um tanto pobre.



Fonte: INFO Online
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